Como se tornar um desenhista bem sucedido. Parte 4

19 comentários | Este artigo foi escrito em 21 mar 2011

Chegamos enfim ao quarto e último artigo desta série. Se você acompanhou todos eles até aqui, sabe que está faltando tratar de um último tópico:

Parte 4 – O que fazer com o dinheiro que você ganhou desenhando?

Para algumas pessoas, o aproveitamento do dinheiro ganho será mais difícil, principalmente se precisarem pagar contas em casa. Mas se você faz parte da parcela que está livre dessa obrigação, poderá aproveitar melhor o dinheiro para ganhar mais dinheiro.

Como assim?

Investindo parte do valor (ou todo ele) para melhorar o serviço que você presta. Isto pode ser feito de duas formas: aprimorando as suas técnicas ou melhorando os seus materiais – nesta ordem. Muita gente acha que comprar um material melhor é um atalho para desenhar melhor. E não é. Por exemplo: um desenhista imagina que um tablet (a mesa digitalizadora, não o gadget que a empresa da maçã popularizou de uns tempos para cá) é a solução para que a pintura dos seus desenhos melhore. Ele faz um grande esforço, poupa o dinheiro e compra o tal acessório. E para a sua surpresa, apesar do tablet permitir que ele pinte o desenho com mais facilidade do que quando o fazia com o mouse, a pintura em si não mudou muita coisa. O que está de errado neste caso? Ele não tinha conhecimento prévio de luz e sombra e teoria das cores, portanto a aquisição de um material melhor não resultou em um salto na qualidade da sua produção. Agora, imaginemos o oposto: o artista tem conhecimento de luz e sombra e teoria das cores, só que pinta com ajuda do mouse. A compra de um tablet para ele faz todo o sentido.

É um processo natural: conforme você melhora as suas técnicas, você sente que as ferramentas que está usando no momento não lhe permitem explorar todo o seu potencial. Você vai sentir necessidade de comprar papéis especiais para desenho / pintura, um nanquim menos aguado, tintas de marcas mais renomadas, e por aí vai.

E para aperfeiçoar as suas técnicas, nada melhor do que fazer cursos especializados. Técnicas de arte-final, luz e sombra, pintura analógica ou digital, anatomia, enfim, qualquer informação que você julgue importante no ramo que você está atuando. Novamente é interessante você ter um foco: direcionar os cursos para melhorar os serviços que você está prestando atualmente. Está trabalhando com caricaturas? Um curso de produção de retratos pode ser bem útil para você. Produzindo história em quadrinhos? Que tal aprender truques novos de arte-final ou anatomia? E se permitem que eu faça uma pequena propaganda aqui… aos que moram em São Paulo e se interessam na arte do mangá, chequem o site da AreaE. Ou se você morar em Porto Alegre, talvez queira conhecer o Dinamo Studio. (Pronto, acabou a propaganda. XD)

Lembra-se da primeira parte desta série de artigos? Quando foi comentado que é possível vender os serviços de desenhista possuindo qualquer nível de habilidade? Pois então. “Aperfeiçoar a técnica – investir em material – aperfeiçoar a técnica – investir em material…” Depois de repetir esse ciclo uma ou duas vezes, você notará que as suas habilidades estarão melhores do que há um tempo atrás. Talvez você até esteja com um pouco mais de confiança do que quando começou esta empreitada. Pode ser que agora você consiga produzir o mascote da nova campanha que uma agência está bolando para aquele produto super famoso. E mesmo que você continue atuando na mesma área, você poderá cobrar um valor diferenciado pelos seus serviços, justamente por causa das técnicas que adquiriu: é um diferencial que a concorrência não terá. Isso o levará a um novo patamar de ganhos e consequentemente ficará mais fácil investir valores para fazer cursos e comprar materiais.

Em um determinado momento, pensamentos como esses passarão pela sua cabeça: “Nossa… eu demorei tanto pra poupar o dinheiro pra comprar o meu tablet lá no começo… hoje eu conseguiria comprar à vista.” ou “Puxa, eu admirava tanto a ilustração daquele artista há um tempo atrás… hoje eu consigo produzir algo parecido sem problemas.” Isso é sinal de que você está no caminho certo. Chegando neste ponto, tendo consciência do seu feito ou não, você está se tornando um desenhista bem sucedido.

A noção de sucesso é relativa, cada um tem a sua: para alguns, é atingir o estrelato e ficar muito famoso, para outros, é conseguir ganhar o suficiente para manter uma família. Mas se você está tendo referências concretas do seu crescimento profissional como foi citado no parágrafo anterior, o próximo passo é apenas definir o quão longe você irá e o quanto você se cobrará para que essa meta seja atingida – é decidir quantas vezes e com que intensidade você repetirá o ciclo “Aperfeiçoar a técnica – investir em material”.

Como deixei claro no início da série, viver de desenho não é fácil. Desenhista é uma profissão muitas vezes vista com certo preconceito pela sociedade. O mercado não está bem desenvolvido, existe muita concorrência e se você trabalhar como autônomo, não há garantia de estabilidade nos rendimentos. Mas todo desenhista desenha porque gosta do que faz. E não existe coisa melhor do que trabalhar com o que gostamos.

Espero que com esta série de artigos muitos aspirantes a desenhista encontrem um meio de levar seus projetos adiante.

Boa sorte a todos!

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Como se tornar um desenhista bem sucedido. Parte 3

8 comentários | Este artigo foi escrito em 05 mar 2011

Estamos no terceiro artigo desta série de posts e se você está acompanhando o assunto desde o começo, existe uma possibilidade de você já ter conseguido algum projeto ou está na expectativa de receber algum retorno do cliente.  O tema de hoje vai tratar justamente de como você deve conduzir o seu trabalho uma vez contratado.

Parte 3 - As qualidades exigidas de um bom ilustrador.

Disciplina.

E com isso terminamos mais este artigo… NOOT! Eu realmente poderia parar de escrever agora, porque a disciplina é a qualidade mais exigida de um profissional e é algo muito difícil de manter, mas correria o risco de não ter mais leitores voltando ao blog. XD

Quando eu digo para você ter disciplina, entenda: “Nunca, mas NUNCA quebre o prazo com o cliente”. Sempre faça o possível para atendê-lo dentro das exigências de prazo. Se você estudar o projeto e perceber que o que o cliente está pedindo não será possível realizar no tempo exigido, negocie um prazo maior desde o início. Na impossibilidade do cliente estender o prazo, tente negociar uma redução nas artes encomendadas ou uma entrega parcelada da encomenda. Se o cliente realmente não puder ceder, recuse respeitosamente o projeto. Você pode perder esse trabalho do cliente, ou até mesmo o cliente em si, mas evitará consequências ainda mais prejudiciais, como ficar marcado como um ilustrador irresponsável. (Não pense que a sua falha passará despercebida pelo mercado… os profissionais que trabalham em agências sempre trocam informações e você pode tanto ser indicado de forma positiva, rendendo-lhe novos contatos e trabalhos (good! =D) ou ser queimado, ficando conhecido como ‘aquele ilustrador que mancou com fulano’. (no good… D=))

Atrasar uma vez, é pra sempre: não espere que o cliente voltará a te contratar. (Salvo raríssimas exceções – mas é melhor não contar com a sorte, não é mesmo?)

Uma outra qualidade que será útil para o ilustrador é ser comunicativo. Em todos os aspectos. Desde a etapa da abordagem do cliente até a entrega do projeto finalizado. Peça para o cliente ser o mais detalhado possível na hora de descrever o projeto. Se você notar algum dado faltando na hora de produzir a ilustração, entre em contato com o cliente e tire as suas dúvidas. Não se arrisque a fazer algo ‘no chute’ para depois o cliente pedir uma refação. Após o envio do primeiro esboço, acompanhe com o cliente todas as alterações que ele venha a pedir. Assim que a alteração ficar pronta, envie novamente a ilustração e repita o procedimento anterior até o cliente aprovar. E neste momento, é de extrema importância deixar claro para o cliente que após esta aprovação do traço, você entrará na fase da arte-final ou pintura e não mais aceitará pedidos de mudança. Alterações, nesta fase do campeonato, só as que forem pertinentes à etapa atual. (Como por exemplo, mudança de cor). Muitos problemas poderão ser evitados apenas mantendo essa comunicação franca e constante com o cliente.

E por fim: humildade. Ouça sempre o que o seu cliente pensa a respeito da sua ilustração. Não estou dizendo para você aceitar tudo o que o cliente pedir pra fazer ou mudar no desenho. Alguns pedidos que ele fará pode ir ao contrário das suas idéias para o projeto. Nessa hora, use o seu bom senso e sempre tenha argumentos (isto é importante!) ao discordar de algum pedido do cliente – e argumentos do tipo “mas este é o meu estilo” não valem aqui. Se mesmo assim o cliente não abrir mão do pedido, aceite-o. Afinal, o cliente sempre tem a razão.

Bom, por hoje é só pessoal. Na próxima semana eu concluirei esta série de posts com o seguinte assunto: O que fazer com o dinheiro que você ganhou desenhando?

Até lá!

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Como se tornar um desenhista bem sucedido. Parte 2

11 comentários | Este artigo foi escrito em 26 fev 2011

Comecei esta série de artigos semana  passada com o intuito de tirar as dúvidas frequentes dos aspirantes a desenhistas, contanto um pouco das minhas experiências pessoais. O artigo anterior tratou da primeira etapa para ganhar dinheiro desenhando: a escolha do tipo de serviço que você oferecerá aos seus futuros clientes. (E de quebra, expliquei porque você não deve concentrar todos os seus recursos e esforços em procurar uma editora para publicar uma história em quadrinhos de sua autoria – pelo menos por enquanto).

No fim do artigo, ficou a lição de casa: abrir a mente e eleger algumas possíveis atividades que você pode exercer com a sua habilidade técnica atual.

Parte 2 – Como vender os seus serviços.

O segundo artigo desta série tratará da montagem do seu portifólio e explicará como abordar o seu futuro cliente.

Antes de tudo: mantenha o foco, tenha coerência na hora de montar o portifólio. Se você decidiu que irá trabalhar oferecendo seus serviços como caricaturista, escolha caricaturas para colocar na sua pasta – deixe de lado páginas de quadrinhos, por exemplo. Se você está interessado em trabalhar como ilustrador em agências de publicidade, você precisa mostrar que tem um traço versátil (mais sobre este assunto adiante): escolha trabalhos variados tanto na forma de execução como no tema abortado, como um mascote infantil produzido em vetor e um cenário pintado com aquarela, por exemplo. Saber o que o cliente está precisando e montar um portifólio com trabalhos relevantes é o primeiro passo para vender os seus serviços.

Pois bem. Separou os trabalhos que rechearão a sua pasta? Então agora é a hora de peneirar mais um pouco e separar os melhores desenhos. Só a nata. “Mas por quê?” você pergunta “Quanto mais trabalho eu mostrar, não será melhor?” . Não, não será. Essa atitude entra em contradição direta com o objetivo de manter o foco na hora de montar o portifólio. A intenção é mostrar ao cliente tudo o que você sabe fazer de melhor no menor espaço de tempo possível. E qual é o motivo para isso? É porque na maior parte das vezes o seu cliente em potencial não terá muito tempo disponível para avaliar o seu portifólio. Vou te contar uma história. No meu estúdio, vez ou outra eu recebo portifólios enormes para serem avaliados onde o ilustrador coloca na pasta todos os desenhos que produziu até o momento. Tem desde aquele desenho de quando ele começou copiando outros artistas até aqueles que ele produziu faz tempo, numa época em que não tinha muita técnica e que precisa se justificar dizendo: “Tá meio torto, mas hoje eu desenho melhor!” Sabe o que faço? Primeiro eu explico para ele tudo o que você leu até aqui. XD Depois eu peço para o ilustrador me apontar os 3 trabalhos que ele considera os melhores dentro da pasta e faço a avaliação a partir daí.

Eu ajo assim porque eu também já fui um aspirante a desenhista. Eu sei como é dar os primeiros passos sem ninguém para guiar. E reconheço que fiz muitas tosquices e dei muita bola fora na minha trajetória profissional. (rs) Mas os seus clientes em potencial podem não ser tão condescendentes assim. Eles podem olhar para o seu portifólio, se cansar e ficar apenas com a sensação de tempo perdido – o que é bom para você… NOOOT!!! Por isso é importante manter o seu portifólio sempre enxuto e atualizá-lo constantemente. (Assim que você produzir um trabalho que considera ter qualidade maior do que outro que está no portifólio, troque-os de lugar!)

Agora que você sabe da importância em ter não apenas um portifólio, mas sim O portifólio, vamos efetivamente montá-lo. Vamos imaginar que você escolheu 10 ilustrações para figurar na sua pasta. Escolha a melhor delas e coloque em primeiro lugar. O restante você deve colocar em ordem crescente de qualidade. Feito isso, a pessoa que folhear o seu portifólio logo de cara encontrará a sua melhor criação (e se neste momento você ganhar a atenção dela, ficará mais fácil você vender os seus serviços) e poderá acompanhar o restante dos seus trabalhos com mais interesse.

Outros detalhes são levados em conta na hora do cliente decidir se irá fechar algum projeto com você. São coisas que se referem mais ao bom senso do que dicas específicas para a carreira de desenhista, como por exemplo, ser pontual (o seu cliente pode ter reservado um horário para você no meio de uma agenda conturbada, portanto, não se atrase! E se o atraso for inevitável, ligue para ele e avise. SEMPRE!!!!), ter postura (seja educado e cordial com o seu cliente.) e vestir-se de acordo (não estou dizendo que você precisa estar de trajes sociais, mas ir para uma reunião de chinelo e bermudão não causará uma boa impressão, concorda?).

Uma coisa importante que você precisa ter em mente é que com certeza levará muitos NÃOS durante esta etapa. Eu sei que você ficará desanimado. Ninguém gosta de ser rejeitado, não é mesmo? Mas não desista. Avisei que não seria brincadeira. Se for preciso, volte para a etapa anterior e veja se a sua habilidade técnica está num nível suficiente para conquistar os clientes que você está visitando no momento. Dê uma boa olhada no seu portifólio e o atualize, se achar necessário. Depois, coloque-o de volta embaixo do braço e vá visitar novos clientes!

Bom, agora que encerramos o assunto do portifólio, vamos comentar um pouco sobre o tal traço versátil que foi abordado no começo. O que é ter um traço versátil? É saber desenhar de TUDO! … Bem… você pode não saber desenhar de tudo, mas precisa ter disposição e mente aberta para desenhar em qualquer estilo que o cliente precisar. A lógica por trás disso é simples: quanto mais estilos você conseguir desenhar (cartoon, realista, comic ou mangá), maior será a chance do seu traço ser adequado para o trabalho do cliente. Portanto, se você é bitolado em algum estilo, está na hora de deixar de lado os preconceitos contra outros traços e começar a praticá-los!

Com isso, chego ao final de mais um artigo. A esta altura, você já escolheu onde quer atuar, montou um portifólio e foi vender o seu serviço. “Fabrízio, consegui fechar um projeto! E agora??? O que eu faço???” Éeeee rapaz… agora não tem mais volta! Você está na próxima etapa, que é o assunto que abordarei semana que vem: As qualidades exigidas de um bom ilustrador.

Até lá!

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Como se tornar um desenhista bem sucedido. Parte 1

27 comentários | Este artigo foi escrito em 19 fev 2011

O que é ser um desenhista bem sucedido? É ser famoso? É ganhar dinheiro com o desenho? Ou são as duas coisas? E a pergunta mais importante: o que fazer então para conseguir ganhar dinheiro ou ficar famoso com o desenho? Todo aspirante a desenhista um dia já teve essas dúvidas.

O conteúdo desta série de posts é baseado em minhas experiências pessoais e de forma alguma pretende ser um manual de verdades absolutas. Ele já foi exposto em uma palestra ministrada por mim em julho de 2010 na Comic Fair, uma convenção de HQs realizada dentro de um evento de mangá e animação japonesa chamado Anime Friends.

A idéia para escrever esses artigos surgiu quando eu imaginei que mais pessoas poderiam aproveitar dessas informações na hora de planejar os seus primeiros passos como desenhista profissional.

Parte 1 – Escolher como ganhar dinheiro desenhando

Bom. Você, que está lendo este artigo, quer se tornar um profissional na área, certo? Então deixe-me ir direto ao ponto: não será facil. (Imagine aqui o Capitão Nascimento te estapeando e berrando pra você pedir pra sair.) Uma coisa é desenhar por hobby: você desenha o que quer e quando quer. Outra coisa é desenhar profissionalmente: pedirão pra você desenhar coisas que você não quer pra ontem e descumprir o prazo traz consequências horríveis.

Leu até aqui? Está decidido em seguir em frente e encontrar uma forma de ganhar dinheiro desenhando? Então leia mais essa: não sonhe em ganhar fortunas com o seu desenho e nem pense que editores farão filas na porta da sua casa e brigarão uns com os outros para disputar a sua contratação.

“Mas Fabrízio, assim você está me desmotivando! Vim aqui ler este artigo para encontrar dicas em como me tornar profissional e estou quase desistindo de seguir essa carreira!”

Eu explico: viver de desenho não é brincadeira. Conheço pessoas que abandonaram os estudos e o trabalho para investirem 100% do seu tempo na carreira de desenhista… e não obtiveram sucesso. Portanto, se você estava pensando em fazer isso, volte atrás. Veja bem, não estou dizendo para você parar de desenhar, mas para que você leve o desenho junto com os seus estudos (Isso é muito importante: estudo em primeiro lugar! Sempre!) e junto com o seu trabalho. Só opte por largar o seu trabalho se a sua carreira como desenhista já estiver oferecendo uma estabilidade financeira suficiente para manter a sua vida.

OK! Se você leu até aqui e ainda está decidido em se tornar um desenhista profissional, vamos começar!

Primeiro, responda a pergunta: Como você quer ganhar dinheiro desenhando? Se a sua resposta foi “Eu estou com um mega-projeto de um mangá truculento, com mais de 250 capítulos, recheados de ação, comédia, suspense, terror, drama e uma pitada de erotismo! Só falta desenhar e publicar!” então pare agora mesmo!! Como diriam aquelas imagens motivacionais: VOCÊ ESTÁ FAZENDO ISSO ERRADO!

Vamos abrir um pouco a sua mente. É comum associar a idéia de ganhar dinheiro desenhando com a de fazê-lo se tornando um mangaká (desenhista profissional de mangá, as histórias em quadrinhos japonesas). Mas o que poucas pessoas conseguem perceber é que não existe somente uma forma de ganhar dinheiro com desenho. Você já se imaginou desenhando para agências de publicidade? E para produtoras de jogos? Já pensou em oferecer horas de serviços em festas e eventos fazendo caricaturas? OPA OPA! Não torça no nariz para essas idéias! Todas elas atendem ao seu objetivo principal, que é tornar-se um profissional na área de desenho.

Saber quais dessas atividades você poderá exercer dependerá somente de uma pequena dose de auto-crítica para avaliar se a sua habilidade técnica no momento é compatível com o serviço que está sendo-lhe pedido. Por exemplo: publicar um mangá próprio com centenas de capítulos através de uma editora é uma tarefa que exigirá muito mais habilidade do que fazer caricaturas. (Sem desmerecer os caricaturistas! Eu também trabalho com isso!)

O que eu quero dizer é que é possível vender os seus serviços como desenhista possuindo qualquer nível de habilidade. Basta procurar um serviço em que o seu nível de conhecimento seja o suficiente para atender o cliente. Imagine a seguinte situação: você pode não estar com a técnica tão boa para produzir o mascote da nova campanha que uma agência está bolando para aquele produto super famoso, mas talvez você consiga atender as necessidades dos lojitas e dos pequenos escritórios do seu bairro que também estão precisando de um mascote.

Pegou o espírito da coisa? Então a sua primeira lição de casa é pensar o que você é capaz de fazer agora com o nível de habilidade que tem. Semana que vem eu publicarei a segunda parte desta série de posts, com a próxima etapa: O que fazer com o dinheiro que você ganhou desenhando? Como vender os seus serviços. (Edit: Há! Que cabeça a minha! Como teremos dinheiro na mão antes de vender o serviço para o cliente? O próximo artigo irá tratar da montagem do portifólio!)

Até lá!

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Inaugurando o blog!

Nenhum comentário | Este artigo foi escrito em 09 dez 2010

Depois de muitos anos de cobrança por um portifólio online, eis que eu tomo vergonha na cara e instalo o WordPress no meu domíno! Já se passou 1 ano que eu o adquiri e só tinha uma capa meia boca tapando buraco…

Mas isso é coisa do passado! O blog está aqui e a minha intenção é abastecê-lo com conteúdo, seja as ilustrações do meu portifólio ou com histórias curiosas sobre o dia-a-dia no estúdio.

Então é isso! Espero que gostem!